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John Stuart Mill (1806 - 1873)

Acreditava que a felicidade não pode ser alcançada diretamente pois ela não pode ser o objetivo último da vida, mas para atingi-la temos que alcançar as felicidades paralelas como a felicidade dos outros, o progresso da humanidade e o desenvolvimento das artes.
A lógica é a ciência da evidência e da autenticidade e Mill estuda a lógica dos conceitos e das proposições pois são nas proposições que habitam toda a verdade e todo erro, e elas tem que extrair sua verdade ou sua falsidade da experiência. As proposições são as células que formam o corpo de toda argumentação e as experiências que formam as células são sempre singulares, ou seja, todos os conhecimentos e todas as verdades da humanidade são de natureza empíricas.
Mesmo as verdades da ciência são empíricas, como as verdades da geometria, que em suas linhas e ângulos tem por base figuras que verdadeiramente existiram. As proposições da geometria são o resultado de experiências, observações e generalizações. As deduções ou demonstrações são evidenciadas pela experiência e as induções são a generalização das experiências.
Para entender melhor o processo de formação de induções Mill propõe quatro métodos: o da concordância; da diferença; das variações concomitantes; e o método dos remanescentes. Todos esses métodos têm por fundamento e justificação a uniformidade da natureza pois ela é dirigida por leis e conhecendo essas leis podemos inferir que o futuro será similar ao passado e que o que desconhecemos será parecido com o que conhecemos. Os fatos não conhecidos se assemelham aos fatos conhecidos.
Sobre a psicologia Mill afirma que ela tem por objeto de estudo a regularidade, frequência e sequência dos estados mentais e a influência das circunstâncias no caráter dos indivíduos. Assim sendo a psicologia é base para os estudos das ciências sociais, pois as ações coletivas são o resultado das ações individuais.
Em seus escritos políticas Mill defende que cada um é responsável e guardião de si mesmo e, portanto, é livre para viver do jeito que bem quiser. O limite dessa liberdade é a liberdade do outro quando vivemos em sociedade. A liberdade civil é a liberdade de pensamento, de religião, de expressão, de ser conforme o caráter próprio, e de associação.
Acreditava ainda que as mulheres historicamente foram marginalizadas pelos homens para benefício destes. E que para acabar com essa marginalização devem ser criadas condições sociais de igualdade entre homens e mulheres através de instrumentos políticos.

Sentenças:
- É preferível ser um Sócrates doente do que um jumento satisfeito.
- Se perguntarmos se somos felizes, deixamos de sê-lo.
- Quem só conhece seu próprio lado do problema sabe pouco sobre ele.
- É perigoso sermos pouco excêntricos.
- As pessoas param de progredir quando perdem a individualidade.
- O gênio só pode respirar livremente numa atmosfera de liberdade.
John Stuart Mill

Responsável: Arildo Luiz Marconatto

Como referenciar: "John Stuart Mill (1806 - 1873)" em Só Filosofia. Virtuous Tecnologia da Informação, 2008-2019. Consultado em 21/11/2019 às 01:01. Disponível na Internet em http://sofilosofia.com.br/historia_show.php?id=112